A ESTRUTURA MOLECULAR DO BEM E DO MAL ou O MEDO DA MORTE
Esse título é apenas para o leitor logo de início perceber a intangibilidade dos juízos morais e sua incrivel e insuperável relatividade.
Quando comecei a ter Filosofia do Direito na faculdade, comecei a pensar freqüentemente na existência do bem e do mal, mas não compreendia (não que compreenda agora, só estou me referindo à época da reflexão) como poderia se originar das relações entre os seres vivos, então recorria à prórpia origem do universo buscando uma justificativa.
Pode-se entender o bem como a ausência de agressão injustificada à outro ser individualizado. Por exemplo, eu entendo que matar um leão sem que ele tenha exposto o caçador a situação de risco de vida é uma maldade, pois ele não é comida, mas matar uma vaca não, pois é comida. Da mesma forma com os seres humanos: se agredir alguém por nenhum motivo é uma maldade, mas se o agredir por legítima defesa, não.
Só que, a partir da formulação de um conceito de bondade e maldade, podemos separar as pessoas entre aqueles que não agridem injustamente, os bons, e aqueles que agridem injustamente, os maus.
Mas se incluirmos entre os que agridem injustamente os que deixam de beneficiar a outrem por omissão, aí o grupo dos maus torna-se praticamente toda a humanidade, em maior ou menor grau.
Esses conceitos de bondade apresentados são apenas algo que refleti enquanto escrevo esse post, pois na realidade não creio muito neles, pois eles são condizente à condição humana somente, e nada tem a ver com a natureza em si.
Os demais animais e seres vivos nada tem a ver com isso (e apesar de nós mandarmos, eles são a maioria), marte não tem nada a ver com isso, um grão de areia não tem nada a ver com isso, o átomo não reflete sobre a justiça de formar uma molécula ou que está sendo obrigado a ser fundido para fazer 50.000 japoneses caberem num cinzeiro.
Na verdade, a nossa vida, nossa própria individualidade é uma aparência, que é tudo o que temos na vida, mas não é a realidade. A realidade em si não tem cor, não tem gosto ou cheiro, fazemos parte da mesma massa disforme que o ar ao nosso redor, que a comida que ingerimos, que os indivíduos com que nos relacionados, que os pássaros, que as estrelas e que o próprio vácuo interestelar.
Esse é o motivo porque a morte não deve ser temida: a vida é aparência, e somos apenas parte de um ser maior formado por tudo aquilo que existe.
Devemos ter a consciência que somos simultaneamente platéia e atores ns representação das sensações, e que quando deixamos de sentir qualquer coisa o espetáculo continua, e continuará mesmo depois que o último ser vivo deixar de existir.
Quando comecei a ter Filosofia do Direito na faculdade, comecei a pensar freqüentemente na existência do bem e do mal, mas não compreendia (não que compreenda agora, só estou me referindo à época da reflexão) como poderia se originar das relações entre os seres vivos, então recorria à prórpia origem do universo buscando uma justificativa.
Pode-se entender o bem como a ausência de agressão injustificada à outro ser individualizado. Por exemplo, eu entendo que matar um leão sem que ele tenha exposto o caçador a situação de risco de vida é uma maldade, pois ele não é comida, mas matar uma vaca não, pois é comida. Da mesma forma com os seres humanos: se agredir alguém por nenhum motivo é uma maldade, mas se o agredir por legítima defesa, não.
Só que, a partir da formulação de um conceito de bondade e maldade, podemos separar as pessoas entre aqueles que não agridem injustamente, os bons, e aqueles que agridem injustamente, os maus.
Mas se incluirmos entre os que agridem injustamente os que deixam de beneficiar a outrem por omissão, aí o grupo dos maus torna-se praticamente toda a humanidade, em maior ou menor grau.
Esses conceitos de bondade apresentados são apenas algo que refleti enquanto escrevo esse post, pois na realidade não creio muito neles, pois eles são condizente à condição humana somente, e nada tem a ver com a natureza em si.
Os demais animais e seres vivos nada tem a ver com isso (e apesar de nós mandarmos, eles são a maioria), marte não tem nada a ver com isso, um grão de areia não tem nada a ver com isso, o átomo não reflete sobre a justiça de formar uma molécula ou que está sendo obrigado a ser fundido para fazer 50.000 japoneses caberem num cinzeiro.
Na verdade, a nossa vida, nossa própria individualidade é uma aparência, que é tudo o que temos na vida, mas não é a realidade. A realidade em si não tem cor, não tem gosto ou cheiro, fazemos parte da mesma massa disforme que o ar ao nosso redor, que a comida que ingerimos, que os indivíduos com que nos relacionados, que os pássaros, que as estrelas e que o próprio vácuo interestelar.
Esse é o motivo porque a morte não deve ser temida: a vida é aparência, e somos apenas parte de um ser maior formado por tudo aquilo que existe.
Devemos ter a consciência que somos simultaneamente platéia e atores ns representação das sensações, e que quando deixamos de sentir qualquer coisa o espetáculo continua, e continuará mesmo depois que o último ser vivo deixar de existir.
















