Assisti Sin City e devo dizer o seguinte

Andei lendo muito bem sobre este filme, alguns até já estão a considerá-lo como cult, de fato o filme inicia muito bem, dou crédito a isso, mas quando soube que Roberto Rodriguez iria dirigi-lo fiquei muito temeroso, pois ele também dirigiu aquela porcaria de ?Era uma vez no México?, o fato de Frank Miller dirigir também não ajudava muito, pois ele fez o fraquíssimo roteiro de Robocop 2, Quentin Tarantino mandou muito bem no Kill Bill vol.1, mas o Kill Bill vol.2 deixou muito a desejar. O elenco de Sin City apresenta alguns astros atuais como Clive Owen e Benicio Del Toro, mas também ressucita alguns que já beiravam o esquecimento como Rutger Hauer e Mikey Rourke, o que pode ser uma faca de dois gumes.

A ambientação em preto e branco e as seqüências iniciais são surpreendentes e cativantes, o preto e branco de alta definição dá um ótimo clima "noir", sujo, decadente e perverso, ideal para uma HQ de Sin City cinematográfica.

Dividido em várias sub-histórias, a primeira é a de Bruce Willis, um policial à beira da aposentadoria tanto por velhice quanto por um problema cardíaco. Sua missão: ir resgatar uma garotinha que fora raptada pelo filho do senador mais sujo da cidade.
Ele cumpre tal missão convincentemente até então, mas quando é alvejado à queima roupa pelo seu parceiro corrupto (Michael Madsen) é apresentada uma das primeiras forçadas do filme, Harrigan leva no mínimo oito tiros e com todo seu problema de saúde e velhice ainda agüenta um bocado até cair desmaiado, mas tudo bem, até aí eu ainda estava tolerante com o filme.

A história seguinte é a de Marv (Mikey Rourke) transando com Goldie (James King), a transa bem que poderia ter sido mais explícita para um filme que pretendia ser tão violento, porra ela é tão gostosa e não aparece nem um peitinho dela, que falta de perspicácia! Marv por sua vez é um super-homem, salta de vários andares, pode parar um carro de policia em movimento, surra um batalhão de polícia e ainda mergulha por um rio e percorre esgotos sem precisar recuperar o fôlego. Já vi tudo isso antes, mas pensava que o filme tinha o propósito de ser um pouco mais realista, um tanto quanto exagerado, mas tudo bem, ainda assim tolerável.
O que não foi tolerável foram os diálogos clichês que se seguiram e tampouco as torturas clichês até que Marv é capturado por Kevin (Elijah Woods) um canibal silencioso e quando escapa vence um batalhão de policiais/mercenários com apenas uma machadinha, aqui os exageros começaram a incomodar.

Mais dialogos clichês e revelações nada surpreendentes seguem adiante. O round 2 da luta entre Marv e Kevin foi um dos poucos pontos altos do filme, especialmente a maneira cruel como aquele Frodo fajuto é executado, mas bem que este também poderia ter sido mais explícito, faltou audácia nesta parte também.


A história seguinte é a de Dwight McCarthy (Clive Owen) e Jackie-Boy (Benicio Del Toro), Dwight é uma espécie de vigilante, apesar de que sua profissão é fotógrafo, repleto de moralismo enquanto Benicio é um policial repleto de imoralismo, um é o oposto do outro com uma mulher em comum. Mas nada justifica a habilidade de Clive Owen poder saltar de um prédio, quero dizer, Marv até passa, pois é um brutamontes de primeira, mas Dwight é o que?
A história segue para outro dos poucos pontos altos do filme que é a seqüência seguinte:








Qualquer semelhança com Kill Bill é mera coincidência.
Após isso, o filme desanda totalmente, nem mesmo a seqüência dirigida por Quentin Tarantino intitulada de "The big fat kill" se salva. Mas a história final do "The Yellow Bastard" é a pior de todas, ridícula, desinteressante, cansativa e totalmente sem nenhum senso de realidade.
A verdade é que este filme chega a ser divertido em poucas partes, mas o resultado final é algo pretensioso e totalmente sem propósito ou finalidade. Ele não passa mensagem alguma, não faz uma declaração, não revoluciona o cinema ou a arte de modo algum. Enfim, é uma perda de tempo total.
















