Imperador João Paulo II: Revelando o santo (ou vocês acharam que eu não iria me manifestar?)

Em atenção às recentes rixas que houveram por aqui, resolvi fazer uma pesquisa sobre o falecido Papa João Paulo 2º e apresento o resultado agora:
No tocante aos Direitos Humanos
Apesar de ter se declarado um defensor dos Direitos Humanos, João Paulo 2° não utilizou de sua influência para fazer com que o Vaticano assinasse a Convenção dos Direitos Humanos produzida pelo Conselho Europeu em 1950.
Outrossim, permitiu que continuassem vigendo diversas leis canônicas e absolutistas originadas na Idade Média!
Como se não bastasse, o princípio da separação dos poderes ou de um julgamento justo e legal são totalmente ignorados pela Igreja Católica romana, sendo que existe uma agência vaticana que age como legisladora, promotora e julgadora (santa eficiência!).
No tocante aos métodos anti-concepcionais
João Paulo II sempre se opôs aos métodos concepcionais e aos de inseminação artificial. Mas pior ainda foi quando ordenou aos bispos alemães que fechassem centros de orientação sobre o aborto na Alemanha que emitiam certificados para mulheres que mais tarde poderiam ser utilizados para obter uma autorização para abortar.
No tocante ao Celibato dos PadresAo ostentar a tradicional imagem de padre homem e solteiro, Karol Wojtyla também manteve a proibição do casamento a todos homens que decidissem dedicar sua vida ao sacerdócio. Ocorre que não há nada na Bíblia que disponha no sentido desta brigação. O resultado disso são os escândalos sexuais que se divulgam diariamente.
No tocante ao Movimento Ecumênico
O papa gostava de ser visto como um porta-voz do movimento ecumênico e desempenhando este papel ele interveio pesadamente nas relações do Vaticano com as Igrejas ortodoxas e protestantes, e recusou-se a reconhecer os seus ofícios eclesiásticos e
os ritos que estas praticam em torno da Comunhão.
O papa poderia ter levado em conta os conselhos de várias comissões de estudos sobre a questão do ecumenismo, e seguido a prática de muitos párocos que reconhecem os ofícios religiosos e os serviços da Comunhão em Igrejas não-católicas e permitem a hospitalidade eucarística.
Ele poderia também ter temperado um pouco as exigências de poder, excessivas e medievais, do Vaticano, em termos de doutrina e de liderança da Igreja católica, em relação às Igrejas dos paises do leste da Europa e as Igrejas protestantes, e ele poderia ter dado um fim à política do Vaticano que consiste em enviar bispos católicos romanos para regiões dominadas pela Igreja ortodoxa russa.
O papa João Paulo II poderia ter feito tudo isso, mas não quis.
Em vez disso, ele preferiu preservar e até mesmo expandir o sistema de poder da Igreja romana. Por esta razão, ele lançou mão de uma estratégia ambígua e piamente falsa: A política de poder e de prestígio seguida por Roma e dissimulada por trás
de discursos ecumênicos inócuos e de gestos vazios.
No tocante à Política de Recursos Humanos
Como bispo sufragâneo e, mais tarde, como arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyla participou do Segundo Concílio do Vaticano.
Contudo, como papa, ele menosprezou a colegialidade que havia sido instituída naquela ocasião e, em vez disso, celebrou o triunfo do seu pontificado, à custa dos bispos.
Na condução das suas "políticas internas", Karol Wojtyla traiu as decisões do Segundo Concílio do Vaticano que ele mesmo participou. Os critérios que definem a admissão de um bispo nada têm a ver com o espírito do Evangelho nem com a abertura
de espírito pastoral, e sim, muito mais com uma lealdade absoluta em relação à linha política seguida em Roma.
Antes de eles serem confirmados na sua função, os candidatos a bispo são testados com base num questionário elaborado pela cúria, e o seu compromisso é ratificado e sacramentado por meio de um juramento pessoal de obediência ilimitada ao papa
que, em muitos pontos, se parece com o juramento que os nazistas prestavam perante o seu "Füehrer"
No tocante às suas antigas amizades
Alguns dos antigos amidos do falecido papa eram Hans Hermann Groer, que se demitiu do seu cargo de cardeal de Viena em 1995, quando foi acusado de ter abusado sexualmente de vários alunos, alguns anos antes, e o bispo de St. Poeltin, Kurt
Krenn, que perdeu o seu cargo em conseqüência da descoberta pela imprensa de um caso de práticas sexuais pouco condizentes com a ética católica, por parte de padres e de seminaristas, e que se transformaram em mais um escândalo.
Este episcopado extremamente medíocre, ultra conservador e servil constitui provavelmente uma das heranças mais dramáticas e críticas deste pontificado excessivamente longo. As multidões de católicos fervorosos que comparecem às manifestações mais bem promovidas pelo Vaticano e mais bem encenadas pelo Papa não enganam a ninguém.
Estes são apenas alguns pontos que achei interessante divulgar, mas que não se tornassem demasiadamente enfadonhos.
Agora basta abrir os olhos e analisar um pouco mais esta e demais figuras que ostentam o ouro roubado dos países da América
Latina.
















